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Cruvinel: consórcio golpista intensifica ataques contra Lula e Dilma

Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
O jogo endurece contra Lula e Dilma
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:
Não nos iludamos, as coisas vão piorar. Maio trouxe um recrudescimento da ofensiva comandada pela coligação entre entre a Lava Jato, a grande mídia e forças aliadas conservadoras. Este regime sem nome, que não governa mas comanda, tem no governo Temer, originário do golpe de 2016, apenas um subproduto de seu projeto mais ambicioso: arrasar com as forças populares, excluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da sucessão de 2018. através de sua condenação, e criminalizar outros expoentes da esquerda, como a presidente deposta Dilma Rousseff, pavimentando o caminho para uma nova e talvez duradoura hegemonia conservadora. Não nos iludamos, as coisas devem piorar, com o Estado de Exceção se instalando com mais desenvoltura no país.
São claros os sinais de que as forças coligadas à Lava Jato – que ultrapassa a vara federal curitibana, englobando também o comando da PGR e setores do Supremo – estão pisando no acelerador, buscando o ponto crítico da crise para alcançar os objetivos que realmente sempre importaram. Um destes sinais é o aumento da violência midiática, que se manifestou na cobertura e repercussão do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, e a seguir, na difusão caudalosa dos vídeos e do conteúdo da delação dos marqueteiros João Santana e Monica Moura. Se restava algum prurido, foi posto de lado, numa atuação homogênea e afinada, com profissionais perdendo qualquer pudor de se exibirem como coadjuvantes de uma empreitada política.
A capa de Veja com Marisa Letícia foi uma síntese desta escalada, mas foi um ponto bem dentro da curva. Os jornais também haviam se empenhado em dizer que Lula tentou culpar Marisa pelo caso do tríplex do Guarujá, embora ele tenha dito a Moro o que já dissera quando ela era viva, e Marisa tenha sido mesmo parte do processo. Foi ela a compradora de uma cota da Bancoop. Tanto é que, com sua morte, a ação contra ela foi extinta. De tudo isso esqueceu-se a mídia. E vai piorar.
Outro sinal de que a ofensiva entra em uma fase mais pesada vem do alinhamento vertical, no Poder Judiciário, com a PGR e a vara de Curitiba. Na véspera do depoimento de Lula, o juiz Ricardo Leite, da 10ª. Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula.
Era o Judiciário jogando unido, criando o clima contra Lula no depoimento. A defesa de Lula deixou para enfrentar esta bomba depois, mantendo o foco na agenda do dia seguinte. Mas também no dia 9, o TRF-4 negou o pedido de autorização para gravar o depoimento e o de adiamento da inquirição, em função do aporte de mais de mil páginas de documentos ao processo. Manteve, pois, as decisões anteriores de Moro. A defesa de Lula correu para o STJ mas ali também o ministro relator, Felix Fischer, negou os dois pedidos, bem como o recurso para que Lula seja julgado por outro juiz, em face da indiscutível perda da imparcialidade por Moro. O depoimento viria desnudar o antagonismo político de Moro com Lula, expondo sua parcialidade, sua convicção prévia de culpa, que conflita com o direito ao juiz natural e imparcial. Mas ele ganhou no TRF-4 e no STJ.
Eis que, na quinta-feira, 11, dia seguinte ao depoimento, o relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, levantou o sigilo das delações de Santana e sua mulher, que mantivera trancadas por semanas, apesar dos pedidos da defesa de Dilma. Por que exatamente um dia depois? Para neutralizar os ganhos que Lula teve com o depoimento, se não jurídicos pelo menos políticos? Mesmo em alguns nichos da mídia houve o reconhecimento de que Lula conseguiu arrastar Moro para a arena política, onde arengou como não se espera de um juiz, afora o apoio da multidão que se deslocou para Curitiba.
Conhecidos os vídeos da delação dos marqueteiros, vê-se que a decisão de Fachin mirou além. Apesar de todos os tiques de uma “delação combinada”, as declarações do casal são devastadoras para a presidente deposta e para Lula, novamente apontado como “chefe”. Dilma é acusada de ter-lhes repassado informações sobre o curso da Lava Jato e de ter sugerido “embaraços à Justiça”, com a transferência dos recursos depositados na Suíça para um país mais seguro. Fachin, a pedido do procurador-geral Rodrigo Janot, enviou o conteúdo das delações dos marqueteiros para Moro. E com isso, Dilma passa a correr um risco efetivo de ter a prisão preventiva decretada, sob a alegação de obstrução á Justiça.
Tal prisão careceria de fundamento, pois ainda que ela tivesse tentado ajudar o casal a driblar a Lava Jato, hoje não estaria em “continuidade delitiva”, como dizem eles, por não dispor mais de qualquer poder. Mas com a Lava Jato, este seria apenas um detalhe, e o STF não perderia o sono com mais um arranhão no devido processo legal e nas garantias individuais. Quando a democracia começa a ser relativizada, tudo pode acontecer. Hoje, com os implicados na Lava Jato. Amanhã, com você, comigo, com qualquer um.
Então, entre os que contam no reino da Lava Jato, há um completo alinhamento vertical, enquanto a mídia faz jorrar a torrente de informações temporalmente organizadas para criar o clima necessário. Em palestra na véspera do depoimento de Lula, Moro destacou os guardiões com que a Lava Jato conta em cada instância superior.
Sim, o tempo, tudo vem sendo temporalmente administrado. Antes do depoimento de Lula, vieram as confissões de Leo Pinheiro e Renato Duque, nefastos para o ex-presidente, embora não eles não tenham apresentada qualquer prova do que disseram. Agora, imediatamente depois, as delações dos marqueteiros. E vem aí a delação do ex-ministro Pallocci. Depois de ter sido apontado por João Santana e Monica como o homem que lhes garantia os pagamentos por caixa 2, eventualmente consultado o “chefe”, ele perdeu a esperança no pedido de Habeas Corpus que tem no STF e, como disse seu advogado anterior, José Roberto Batochio, “rendeu-se à Guantánamo meridional”.
Enquanto isso, o governo Temer vai cumprindo seu papel nesta marcha orquestrada, que é o golpe maior, o que vai alcançar 2018 e o futuro. Apesar dos tantos ministros e congressistas delatados, nada avançou em relação a seus processos, nem na PGR nem no STF. Nenhum delator de outra empreiteira foi ouvido para complementar as delações da Odebrecht em relação ao financiamento de outros partidos e políticos, através do caixa dois e em conexão com obras federais ou estaduais.
Enquanto isso, Temer celebra seu primeiro ano no governo, apesar dos retrocessos e da impopularidade superior a 90%. As reformas regressivas avançam no Congresso, apesar da greve geral do dia 28 de abril e da rejeição oceânica da sociedade. Temer sabe que seu equilíbrio no cargo é precário. Lá estará enquanto estiver entregando o serviço prometido – as reformas neoliberais, o desmonte de politicas públicas progressistas, a entrega de ativos nacionais ao capital estrangeiro, o ajuste fiscal que interessa ao mercado e daí para a frente. Caso se torne inútil, sabe que poderá ser facilmente descartado através da ação no TSE. O poderoso regime sem nome, entretanto, prefere que o país vá capengando com Temer, enquanto eles preparam o grande expurgo. O expurgo de Lula da disputa sucessória, pela dupla condenação antes de junho do ano que vem, e a liquidação moral do PT e de todas as forças que possam recordar a experiência do governo popular em que os pobres foram incluídos no Orçamento da República, embora Lula não tenha tirado um centavo das elites.
Não nos iludamos, as coisas vão piorar. A Resistência conseguiu avanços, a exemplo da greve geral e da manifestação pró-Lula em Curitiba, mas a situação vai exigir muito mais, em organização da luta democrática e em novas formas de resistência.

A CADEIA É A PLATAFORMA PARA O PODER

 


DIRCEU SAIU PELA PORTA DA FRENTE

 


NA PRAÇA XV, GILBERTO PALMARES FAZ PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MANDATO

Dando continuidade ao projeto “PT NA RUA, A LUTA CONTINUA”, onde os  deputados da bancada do Partido dos Trabalhadores na ALERJ realizam a prestação de contas de seus mandatos, a Liderança do PT realizou mais uma atividade.
Dessa vez foi na Praça XV, no dia 26 de abril, quando o mandato do deputado Gilberto Palmares teve a sua participação; atendendo a comunidade,  fazendo uma panfletagem, passando um abaixo-assinado contra as reformas da Previdência e Trabalhista;  e convocando a população para a greve geral,  que ocorrerá no dia 28 de abril.
Dezenas de pessoas participaram, assinando o abaixo-assinado e ouvindo a palestra de Gilberto Palmares.

Lava Jato paga propina em troca de delação de Leo Pinheiro

Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
Por delatar Lula, Léo Pinheiro sairá da cadeia e poderá fazer contratos de novo com a Petrobrás e governo
Assessoria de imprensa do ex-presidente Lula divulgou nesta sexta-feira, 21, que o depoimento do empresário Léo Pinheiro, da OAS, que incrimina Lula foi o primeiro com seus novos advogados, que não acompanharam nenhum dos depoimentos das testemunhas no processo; “A saída dos advogados anteriores seria parte do acordo com o Ministério Público para que Léo Pinheiro reduza seu tempo na prisão e para que a OAS volte a fechar contratos com o governo. O acordo só sairia, e não foram os advogados de Lula que disseram isso, mas os jornais Valor e Folha de S. Paulo, se Léo Pinheiro incriminasse Lula”, diz a assessoria de Lula em nota
247 – A assessoria de imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou nesta sexta-feira, 21, que em agosto de 2016, diante de informações de que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro estava sendo pressionando a incriminar Lula como condição para ser aceita a sua delação premiada, os advogados do ex-presidente pediram para o procurador-geral Rodrigo Janot que investigasse a conduta dos procuradores na negociação do acordo (leia aqui).
“Nada foi apurado. Os procuradores não investigaram a si mesmos e como estão fazendo as negociações de delação”, disse a assessoria de Lula em nota.
Nessa quinta-feira, 20, com a confirmação de nova negociação de acordo de delação premiada, os advogados anteriores de Léo Pinheiro deixaram sua defesa.
“O depoimento de ontem foi o primeiro de Léo Pinheiro com seus novos advogados, que não acompanharam nenhum dos depoimentos das testemunhas no processo. A saída dos advogados anteriores seria parte do acordo com o Ministério Público para que Léo Pinheiro reduza seu tempo na prisão e para que a OAS volte a fechar contratos com o governo. O acordo só sairia, e não foram os advogados de Lula que disseram isso, mas os jornais Valor e Folha de S. Paulo, se Léo Pinheiro incriminasse Lula”, diz a nota. “E antes mesmo do depoimento, a imprensa já anunciava que Léo Pinheiro tinha negociado sua história para ajudar a tese dos procuradores.”

Lula é favorito e vence em todos cenários em 2018, diz pesquisa

Pesquisa CUT/Vox Populi mostra Lula à frente de todos os adversários. Apesar do ataque midiático, ex-presidente é o preferido do povo brasileiro

 18/04/2017 11h29 – atualizado às 12h12

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Para 50% dos brasileiros, Lula é o melhor presidente que o País já teve
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua tendo, apesar de todo o ataque midiático, a preferência dos brasileiros. Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta terça-feira (18), aponta que, se as eleições presidenciais fossem hoje, Lula seria eleito em primeiro turno em todos os cenários pesquisados.
De acordo com os dados divulgados, Lula tem de 44% a 45% dos votos válidos contra 32% a 35% da soma dos adversários nos três cenários da pesquisa estimulada. São os votos válidos, excluídos os nulos, em branco e abstenções, que valem para definir o resultado das eleições.
Na comparação com Aécio (13% em dezembro e 9% em abril), Lula subiu de 37% em dezembro para 44% em abril. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu de 7% para 11% das intenções de voto. Marina se manteve com 10% e Ciro Gomes (PDT-CE) os mesmos 4%. A soma dos adversários é de 34% dos votos válidos, os únicos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Na comparação com Alckmin (10% em dezembro e 6% em abril), Lula sobe para 45% contra 38% em dezembro. Bolsonaro subiu de 7% para 12%. Marina caiu de 12% para 11% e Ciro de 5% para 4%. A soma dos adversários é de 33% das intenções de votos.
Na comparação com Doria, Lula tem 45% das intenções de voto; Marina e Bolsonaro empatam com 11%; Ciro e Doria empatam com 5%; ninguém/ bancos/nulos têm 16%; não sabem/não responderam têm 7%. A soma dos adversários é de 32%.
Nas simulações de segundo turno, Lula também vence todos os candidatos. Se as eleições fossem hoje, Lula venceria Aécio Neves (PSDB-MG) por 50% a 17% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por 51% a 17%; Marina Silva (Rede-AC) por 49% a 19%; e João Doria (PSDB-SP) por 53% a 16%.
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
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Ex-presidente Lula vota em eleição do SMABC nesta terça, mesmo dia em que pesquisa foi divulgada
Lula é o mais citado espontaneamente
No voto espontâneo, quando os entrevistados não recebem as cartelas com os nomes dos candidatos, Lula também vence todos os possíveis candidatos. Lula tem 36% das intenções de voto – em dezembro eram 31%; Doria surgiu com 6% das intenções. Aécio, Marina e Alckmin registraram queda de intenção de votos em relação à pesquisa realizada em dezembro do ano passado.
Aécio caiu de 5% para 3%; Marina, de 4% para 2%; FHC, de 3% para 1%; e, Alckmin, de 2% para 1% – 8% disseram que votariam em outros; ninguém/branco/nulo totalizou 14% e não sabe/não responderam 29%.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
 Vagner Freitas, “quanto mais os brasileiros conhecem o presidente ilegítimo e golpista Michel Temer, mais avaliam seu desempenho como ruim e péssimo (65%) e mais sentem saudade do ex-presidente Lula”.
Vagner avalia que as medidas de arrocho, como o desmonte da Previdência (reprovado por 93% dos brasileiros) e a terceirização (reprovada por 80%), também contribuem para o crescimento das intenções de voto em Lula.
Para ele, Temer é um presidente sem projeto para o país, que não pensa na geração de emprego e renda; só pensa em ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores e essa é das maiores razões para a avaliação negativa do ilegítimo.
Quanto mais o povo conhece Temer, melhor avaliado é Lula
Algumas perguntas feitas pela pesquisa CUT-VOX confirmam a tese do presidente da CUT. Para 50% dos entrevistados, Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve (em dezembro eram 43%). O segundo colocado é FHC, que registrou queda na preferência do povo: 11% em abril contra 13% em dezembro/2016.
Apesar do massacre da mídia e da perseguição do Judiciário nos últimos anos, a maioria dos brasileiros diz que ele é trabalhador (66%), um líder e um bom político (64%), bom administrador/competente (58%), é capaz de enfrentar uma crise (58%), entende e se preocupa com os problemas das pessoas (57%), é sincero/tem credibilidade (45%) e é honesto (32%).
Aumentou para 57% o percentual de brasileiros que acham que Lula tem mais qualidades que defeitos (35%). Em dezembro do ano passado, 52% achavam que ele tinha mais qualidade e 39% mais defeitos.
Também aumentou para 66% (em dezembro eram 58%), o percentual dos entrevistados que acham que Lula cometeu erros, mas fez muito mais coisas boas pelo povo e pelo Brasil. Já os que acham que ele errou muito mais do que acertou caiu de 34% em dezembro para 28% em abril.
Já em relação aos que admiram Lula, apesar da perseguição cruel da Lava Jato, aumentou de 33% para 35% o percentual dos que admiram Lula. Em dezembro de 2016, 33% dos entrevistados admiravam/gostavam muito de Lula; em abril o percentual aumentou para 35%. Já o percentual dos que não admiram/nem gostam caiu de 37% no ano passado para 33% este ano.
O mais admirado e também o presidente que melhorou a vida do povo. Para 58% dos brasileiros, a vida melhorou nos 12 anos de governos do PT, com Lula e Dilma. Apenas 13% disseram que piorou e 28% responderam que nem melhorou/nem piorou.
A pesquisa CUT-VOX POPULI foi realizada entre os dias 6 e 10 de abril e entrevistou 2000 pessoas, em 118 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
Foram ouvidas pessoas com mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, Regiões Metropolitanas e no interior.
Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do site da CUT

Temer, à vontade, diz que golpe saiu por chantagem não atendida. Veja

POR FERNANDO BRITO · 16/04/2017
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A confissão de Michel Temer  – feita para que se acredite no inacreditável, que o presidente da Câmara agiu isoladamente no golpe – de que Eduardo Cunha colocou em votação o processo de impeachment da Presidenta da República apenas porque o PT (ele não diz, mas também Dilma) se recusaram a dar três votos que o absolveriam no Conselho de Ética do parlamento é estarrecedora.
Um homem de algum caráter, ainda mais porque era o beneficiário direto de um impedimento da Presidente, não tinha o direito de tratar de algo tão grave como se fosse uma conversinha íntima destas que a gente tem, não concorda, mas deixa para lá, por desimportante.
O que Temer está dizendo é que se rompeu o processo democrático por simples mera  chantagem para beneficiar um escroque, flagrado de posse  de contas obscuras na Suíça. E ele diz isso candidamente, como se fosse um episódio normal, até um folclore da política.
Michel Temer porta-se como quem tem a canalhice como naturalidade. Não tem padrão moral para dirigir um boteco, o que dirá o quinto maior país do mundo.
Ganha a companhia de uma crônica política, na grande mídia que partilha, contra seus inimigos, deste mesmo padrão ético: “é, isso é triste, mas nos deu a alegria do impeachment”. É ela que permite que um desclassificado moral faça isso impunemente.
Sabe aquilo tudo que você teve de ouvir sobre “pedaladas fiscais”, operações de crédito em desacordo com a Lei de Responsabilidade Social, tudo isso servido ao molho de Lava Jato? Conversa fiada, o impeachment , nas palavras de Temer, é fruto da retaliação de um corrupto a quem não lhe quis ceder à chantagem e garantir sua impunidade.
Assista o trecho de sua entrevista á Band e veja que não há exagero em dizer a Temer, de fato, cabe a frase sobre a ousadia dos canalhas.

Brasil está regredindo ao início do século passado, diz Lula



DEPUTADA ZEIDAN PRESTA CONTAS DE SEU MANDATO

Dando continuidade ao projeto “PT NA RUA, A LUTA CONTINUA”, que ocorre todas as quartas, a partir das 12 h no Largo da Carioca, a Liderança do PT na ALERJ realizou no dia 5 de abril , mais um evento de prestação de contas  de um mandato.
            Foi a vez da deputada Zeidan , que após a fala de vários convidados, fez um relato das atividades do seu mandato no ano de 2017, além de falar sobre os ataques do governo golpista aos direitos dos trabalhadores , através das reformas da previdência e  trabalhista, além de acabar com muitos programas dos governos Lula e Dilma,  que traziam melhoria de vida para a população brasileira.
            A deputada Zeidan falou também dos desmandos dos governos do PMDB no Rio de Janeiro, que levaram o Estado à falência, reforçando que a bancada do PT na ALERJ vota contra todos os projetos do governo Pezão que venham a prejudicar a população do Rio de Janeiro.

             Zeidan encerrou  sua fala, convidando  toda a população a participar da greve geral marcada para o dia 28 de abril.

 


JURISTAS PELA DEMOCRACIA: MORO É PARCIAL E NÃO DEVE JULGAR AÇÃO CONTRA LULA

Frente Brasil de Juristas pela democracia emitiu nota pedindo o afastamento do juiz federal Sérgio Moro dos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; segundo a entidade, a atuação “flagrantemente parcial e ativista do Sr. Sérgio Moro coloca em risco não apenas o direito do acusado em questão, mas também a credibilidade do exercício da magistratura”; Frente também destaca que “é premente que o Sr. Sergio Moro se dê por suspeito e abandone a condução dos processos contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como de outros processos nos quais o convencimento estiver prejudicado por aspectos políticos, sob pena de produzir sentenças persecutórias em julgamento de exceção”
 
3 DE ABRIL DE 2017 ÀS 13:08 // 247 NO TELEGRAM Telegram // 247 NO YOUTUBE Youtube
 
 
Revista Fórum – Frente Brasiil de Juristas pela democracia emitiu nota pedindo o afastamento do juiz federal Sérgio Moro dos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a entidade, a atuação “flagrantemente parcial e ativista do Sr. Sérgio Moro coloca em risco não apenas o direito do acusado em questão, mas também a credibilidade do exercício da magistratura”.
Confira a íntegra da nota da Frente Brasil de Juristas pela Democracia. 
A PARCIALIDADE DO M.M. JUIZ MORO
A Frente Brasil de Juristas pela Democracia, reafirmando o compromisso intransigente com os princípios democráticos e as garantias jurídicas fundamentais, vem a público manifestar séria preocupação diante da eventual possibilidade de o juiz federal de primeiro grau, da 13ª vara de Justiça de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, prosseguir como responsável pelo julgamento dos processos que envolvem a pessoa do ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Se, como prevê a Carta Constitucional, o exercício da magistratura é fundamental para a existência do Estado Democrático de Direito, o mesmo deve ser realizado com o compromisso da excelência na prestação de serviço público cujo fim está em distribuir Justiça. Ao magistrado pressupõe cultivar princípios éticos e o decoro, valores consignados no Código de Ética e na Lei Orgânica da Magistratura.
Entendemos que a atuação flagrantemente parcial e ativista do Sr. Sérgio Moro coloca em risco não apenas o direito do acusado em questão, mas também a credibilidade do exercício da magistratura, violando o “justo processo”, princípio basilar em qualquer ordem jurídica e conformado por outros princípios como o são a “isonomia e imparcialidade do juiz”, o “estado de inocência” e a “proibição da prova ilícita”.
Os exemplos da parcialidade do juiz Sérgio Moro são inúmeros e intermitentes, maculando concretamente a possibilidade de realização de um processo justo.
A Declaração Universal de Direitos Humanos, no artigo 10º, assim dispõe: “Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele”.
Os processos contra o ex-Presidente Lula trazem uma dimensão pouco conhecida da magistratura, a de que, por vezes, um juiz não está isento de paixões políticas a contaminar o livre convencimento, este que também é princípio inafastável da ampla defesa.
A famosa fotografia de Padgurschi (Diego Padgurschi/Folhapress), flagrando a proximidade do Juiz Sérgio Moro com a alta cúpula de partidos políticos de oposição ao Partido dos Trabalhadores, corrobora com a tese da impossibilidade moral e jurídica de atuação imparcial.
O Magistrado que pretende decidir a respeito da liberdade de pessoas acusadas de crimes supostamente praticados no exercício de mandato conferido pelas urnas não pode se dar ao luxo de se deixar fotografar em conversas com inimigos políticos dos que são acusados e pensar que tais atos passarão impunes no registro da História.
Outro exemplo notório a indicar a parcialidade do Juiz Sergio Moro ocorreu na autorização de grampo ilegal no telefone do escritorio dos advogados da defesa do Lula e uso, pelos meios de comunicação, das conversar ilegalmente gravadas entre o Ex-Presidente e a então Presidenta da República Dilma Rousseff.
Outra ilegalidade manifesta decorreu da injustificada condução coercitiva de Lula (ocorrida em 05 de março de 2016), chocando a opinião pública pela forma truculenta como foi tratada pela mídia e demonstrando a pretensão de manchar a imagem e a biografia política do acusado.
Vale lembrar que o M.M. Juiz se utilizou abertamente dos meios de comunicação para pedir apoio da população, publicando vídeos em redes sociais, “espetacularizando” e transformando o processo judicial antes em caso para a mídia e depois ação penal na Operação Lava Jato. Dessa forma o M.M. Juiz não se mostra revestido da necessária imparcialidade para a cognição e julgamento da causa.
Por todo exposto, a Frente Brasil de Juristas pela Democracia entende que é premente que o Sr. Sergio Moro se dê por suspeito e abandone a condução dos processos contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como de outros processos nos quais o convencimento estiver prejudicado por aspectos políticos, sob pena de produzir sentenças persecutórias em julgamento de exceção.

FBJD – Frente Brasil de Juristas pela Democracia


IPSOS: PARA 90%, BRASIL DE TEMER ESTÁ NO RUMO ERRADO

O Brasil, em peso, reprova Michel Temer, que conduz um governo com nove ministros investigados por corrupção e promove o desmonte de direitos sociais, como a previdência e garantias trabalhistas; é o que mostra pesquisa do Instituto Ipsos, divulgada nesta quinta-feira; segundo o levantamento, nada menos que 90% dos brasileiros veem o Brasil no rumo errado; além disso, Temer é o terceiro político mais impopular do Brasil e só fica à frente de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que conduziu o golpe na Câmara, e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que presidiu a sessão no Senado; pesquisa Ipsos revela que a única coisa que hoje unifica o Brasil é o “Fora Temer” e dá aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, que começam a votar sua cassação na próxima terça-feira, a oportunidade histórica de livrar o País do maior pesadelo de sua história
30 DE MARÇO DE 2017 ÀS 06:18 // 247 NO TELEGRAM Telegram // 247 NO YOUTUBE Youtube
247 – Uma nova pesquisa do Instituto Ipsos, antecipada pelo jornalista José Roberto de Toledo, revela o grau de insatisfação da sociedade brasileira com Michel Temer.
“Não adiantou liberar dinheiro do FGTS. Tampouco transpor o São Francisco. A popularidade de Michel Temer não aumentou em março. Pesquisa nacional Ipsos – divulgada aqui em primeira mão – mostra oscilação de 59% para 62% na taxa dos que acham o governo Temer ruim ou péssimo. Após passar por um vale em janeiro e fevereiro, o presidente voltou ao pico impopular que alcançara em dezembro. Mudar a pergunta não ajuda. Indagados se aprovam ou desaprovam a atuação de Temer, 78% ainda dizem desaprová-la”, conta o jornalista (leia aqui sua coluna). “As más notícias não param. Para 90%, o Brasil está no caminho errado. São 3 pontos a mais do que a taxa encontrada no mês passado. Mas não só: é a maior desde que Temer chegou ao poder.”
Além disso, Temer é o terceiro político mais impopular do Brasil e só fica à frente de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que conduziu o golpe na Câmara, e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que presidiu a sessão no Senado. Cunha tem 87% de desaprovação, contra 83% de Renan e Temer também está na casa dos 80%, com números piores do que os da presidente deposta Dilma Rousseff (74%).
Portanto, a pesquisa Ipsos revela que a única coisa que hoje unifica o Brasil é o “Fora Temer” e dá aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, que começam a votar sua cassação na próxima terça-feira, a oportunidade histórica de livrar o País do maior pesadelo de sua história (leia coluna de Tereza Cruvinel a respeito).
O ‘Fora Temer’ é praticamente uma unanimidade e foi puxado ontem pela atriz Fernanda Montenegro, dama do teatro brasileiro, em Curitiba

ATO POLÍTICO EM MONTEIRO COM AS PRESENÇAS DE LULA E DILMA ROUSSEFF

 



Parlamentarismo: nova fase do golpe

por Samuel Pinheiro Guimarães — publicado 27/03/2017 10h48, última modificação 27/03/2017 10h52
Há quem queira alterar o sistema de governo. Mas só um presidente da República tem condições de promover as mudanças necessárias ao Brasil
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A adoção do parlamentarismo tornaria as eleições mais paroquiais
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1. Nas democracias, o povo é soberano e exerce sua soberania de forma direta ou por meio de representantes, por ele eleitos, como dispõe a Constituição de 1988.
2. Todavia, em um país caracterizado pela enorme concentração de riqueza (propriedade) e de renda, pela vulnerabilidade externa, pelo subdesenvolvimento, pela elevada urbanização, pelas extraordinárias dimensões e recursos naturais, as classes hegemônicas que dominam a economia e a política há 500 anos procuram, de toda forma, “controlar” a soberania popular e garantir seus privilégios de classe hegemônica.
3. Tentam, por meio da legislação, reduzir ao máximo a participação do povo, detentor da soberania, nos processos de elaboração de leis, de execução de programas públicos, de resolução de conflitos.
4. Um primeiro instrumento, que utilizam via mídia, é a desmoralização dos políticos e da política, em geral, sem fazer distinção, e das instituições, como ineficientes, para afastar o povo da política e concentrar sua atenção no individualismo, no culto do corpo, da moda e das “estrelas” e na valorização de ídolos e atividades fúteis.
5. Um segundo instrumento é reduzir o período de propaganda eleitoral, a pretexto da “limpeza” das ruas, enquanto fazem essas classes hegemônicas sua propaganda e seu diversionismo incessante pela mídia, em especial a televisão e o rádio, o que impede o esclarecimento do povo sobre as verdadeiras questões que o afligem.
6. Um terceiro instrumento é a transformação das campanhas eleitorais em campanhas de marketing de produtos, como se os representantes a serem eleitos fossem bens de consumo como geladeiras, automóveis  etc.
7. Um quarto instrumento é a adoção do parlamentarismo, sistema em que o povo, detentor da soberania, deixa de escolher o chefe do Poder Executivo, que passa a ser indicado pelos parlamentares.
8. Ora, a campanha presidencial é um raro momento de debate e confronto de projetos e ideias para o Estado e a sociedade, enquanto que as campanhas para a eleição de parlamentares são paroquiais e ainda mais sujeitas à influência do poder econômico.
9. Somente o presidente da República, eleito por uma maioria, tem as condições políticas de promover as mudanças na legislação indispensáveis para enfrentar as disparidades sociais, os desafios da infraestrutura e urbanos, a vulnerabilidade externa, a construção do mercado de trabalho, do capital nacional e a exploração eficiente, não-predatória, dos recursos naturais.
10. As classes hegemônicas tem realizado uma verdadeira reforma constitucional em um procedimento sumário, sem debate político, sem participação popular, cujas características e objetivos são a redução do custo do trabalho (já tão baixo), a redução do Estado ao mínimo (já tão insuficiente) e a atração do capital estrangeiro (já tão presente !) , sem qualquer regulação.
11. O governo, não eleito, ilegítimo, impopular e corrupto, por meio da Emenda Constitucional 95, congelou os investimentos em saúde, educação, infraestrutura e previdência durante 20 anos. Isto é, deu um golpe de Estado em cinco futuros presidentes a serem eleitos pelo povo e deixou livres os gastos com juros, em benefício dos muito ricos. Michel Temer consagrou, constitucionalizou, a concentração de riqueza e de renda.
12. Para completar o Grande Golpe de Estado, propõe o governo, de forma disfarçada e cínica, o fim da Previdência pública, por meio de uma reforma que atinge profundamente os mais frágeis da sociedade no momento mais frágil de suas vidas, devido à doença e à dificuldade de obter emprego em idade avançada. Na realidade, quer o governo acabar com a Previdência pública estimulando a saída e desestimulando o ingresso, e abrir o campo para as empresas privadas de previdência que já fracassaram no Chile e no México.
13. Não satisfeito, propõe a revogação da legislação trabalhista, com uma “reforma” que é uma contrarreforma e deixa a população trabalhadora e desempregada à mercê das empresas, pois permite a terceirização geral e a prevalência do negociado sobre o legislado, enquanto atua, por meio do Judiciário, para fragilizar a legislação do trabalho.
14. O objetivo do governo Temer é sempre reduzir o custo do trabalho e aumentar o lucro das empresas.
15. Há inúmeras medidas que o governo tem adotado para reduzir a dimensão do Estado em seu papel de promotor do desenvolvimento e de regulador da atividade econômica.
16. A principal delas é a destruição da Petrobras e sua total privatização “branca”, fatiada, afrontando, com cinismo e arrogância, a legislação, com elevado grau de corrupção pela ausência de licitação, de avaliação de valores dos ativos, de direcionamento, de escolha de compradores etc.
17.  A segunda, mas tão importante quanto, é a investida do governo para privatizar os bancos públicos, a começar pelo BNDES, responsável pelo desenvolvimento industrial brasileiro desde 1953, por meio da redução dos seus recursos e do fim da TJLP, para surpresa dos industriais, agora também vítimas do grande golpe.
18. Poderia mencionar o ingresso do capital estrangeiro, de forma privilegiada, em todos os setores, da venda de terras à educação, à saúde etc.

19. Fica para outro artigo falar do enorme arbítrio que caracteriza o processo legislativo na execução do Grande Golpe.


Janot cogita pedir afastamento de Gilmar Mendes de julgamentos no STF

por André Barrocal — publicado 26/03/2017 00h57, última modificação 26/03/2017 17h05
 
Na luta pelo amor do “tribunal da mídia”, o procurador prepara um novo round na briga com o ministro do STF

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Lula Marques / Agência PT
Mendes e Janot: a guerra fria pode esquentar
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Rodrigo Janot, procurador-geral da República, quebraram o pau nos últimos dias, por causa da Operação Lava Jato. O próximo round já está à vista, caso Janot leve adiante algo que tem dito internamente na Procuradoria. Está decidido a pedir ao STF que tire Mendes de certos julgamentos, por falta de imparcialidade do ministro. 
A chamada “arguição de suspeição” é uma ação apresentada perante a presidência do STF e, caso seja admitida por esta como válida, é submetida à decisão do plenário da corte em uma sessão secreta. 
Em setembro de 2016, um pedido impeachment de Mendes levado por juristas ao Senado listava vários casos em que o homem de Diamantino estaria impedido de julgar. Processos em que uma das partes é, por exemplo, o advogado Rodrigo Mudrovitsch, seu advogado particular e colaborador remunerado do seu Instituto de Direito Público (IDP). 
Se quiser, Janot possui um arsenal para argumentar ao STF que sobra parcialidade a Mendes em processos da Lava Jato, o motivo da briga deles. 
É escandalosa a intimidade do ministro com Michel Temer, chefe de um governo repleto de alvos da Lava Jato e ele mesmo um presidente prestes a ser julgado por um tribunal eleitoral comandado por Mendes, o TSE. A dupla conversa em jantares, reuniões secretas de fim de semana e jatinhos da FAB
Um dia após Janot mandar ao STF dezenas pedidos de investigação contra ministros de Temer e parlamentares governistas, em decorrência das delações da Odebrecht, Mendes abriu sua mansão em Brasília a uma penca de alvejados. O pretexto foi um jantar oferecido pelo aniversário do senador José Serra (PSDB-SP), um dos prestigiados na “lista de Janot”. 
Ao contra-atacar golpes desferidos por Mendes na véspera, Janot fez referência na quarta-feira 22 à intimidade do ministro com os políticos. “Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder político”, afirmou.
E prosseguiu nas bordoadas. Comentou que a História coleciona casos de homens que “não hesitam em violar o dever de imparcialidade ou em macular o decoro do cargo que exercem” e que, “na sofreguidão por reconhecimento e afago dos poderosos de plantão, perdem o referencial de decência e de retidão”. 
O estopim do pugilato “Janot x Mendes” foi a coluna dominical da ombudsman da Folha do dia 19. Segundo o texto, a Procuradoria passou a jornalistas em uma entrevista coletiva “em off”, sem câmeras e gravadores ligados, alguns nomes que Janot acaba de pedir ao STF para investigar. Uma constelação de amigos de Mendes, como Serra e o senador mineiro Aécio Neves, presidente tucano. 
Convertido em um espécime anti-Lava Jato desde o impeachment de Dilma Rousseff, Mendes quer paz para seus protegidos e aproveita qualquer ocasião para atacar Janot e a força-tarefa de Curitiba.
Seu destempero na terça-feira 21 foi anormal até para ele, um verborrágico. Em pleno STF, acusou Janot, sem citar o nome dele, de “crime” de vazamento de informações sigilosas e de tentar fazer o tribunal de “fantoche”. “As investigações devem ter por objetivo produzir provas, não entreter a opinião pública ou demonstrar autoridade”, decretou. 
O estopim do tiroteio foi a coluna da ombudsman da Folha, mas o UFC entre Mendes e Janot esconde uma disputa maior pelo amor do “tribunal da mídia”, instância criada pelo juiz federal Sergio Moro que é fundamental no andamento da Lava Jato. 
Em um artigo de 2004 intitulado Considerações sobre a Operação Mani Pulite, Moro analisa um caso similar à Lava Jato ocorrido na Itália nos anos 1990, a Mãos Limpas. Entre outras coisas, ele diz que o “largo uso da imprensa” foi um dos principais garantidores do avanço das investigações contra figurões políticos e empresariais. Para Moro, sem a mídia, os poderosos teriam conseguido melar as apurações. 
Na visão do juiz, se não for possível condenar os investigados nos tribunais, “a opinião pública pode constituir um salutar substitutivo, tendo condições melhores de impor alguma espécie de punição a agentes públicos corruptos, condenando-os ao ostracismo”. 
Tradução: é preciso desmoralizar os investigados em TVs e jornais durante as apurações para a população não votar mais neles, ao menos no caso dos políticos. 
Janot parece ter encampado a filosofia do “tribunal da mídia”. Noite dessas, reclamou com um jornalista que o patrão dele, o jornal Estado de S.Paulo, apoiava a Lava Jato no governo Dilma Rousseff, mas agora na gestão Michel Temer era contra.
Mendes anda desesperado por ver exposto no noticiário o nome de seus amigos políticos e faz de tudo para tentar afastar a mídia de Janot. “A imprensa parece acomodada com este acordo de traslado de informações”, disse o ministro na refrega com o procurador-geral.
Foi ainda mais explícito em agosto de 2016, ao reunir alguns jornalistas em seu gabinete e comentar a Lava Jato. Para ele, os investigadores (procuradores e policiais federais) “dispõem de informações e têm a mídia como numa situação de dependência. A mídia está hoje em relação aos investigadores como um viciado em droga em relação ao fornecimento da substância entorpecente.” 
Quem levará a melhor na luta pelo “tribunal da mídia”? Janot e a Lava Jato ou Gilmar Mendes e seus amigos políticos em Brasília? Desta resposta depende o futuro da operação e do Brasil.
*Após a publicação deste texto, a assessoria de imprensa do advogado Rodrigo Mudrovitsch fez contato com a reportagem para esclarecer que ele não é “funcionário” do Instituto de Direito Público (IDP), conforme informado originalmente por Carta Capital, mas professor colaborador.

FHC RECONHECE QUE AÉCIO NÃO É MAIS COMPETITIVO

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso verbalizou aquilo que o PSDB já sabe há muito tempo: megadelatado, o senador Aécio Neves, o “Mineirinho” da lista da Odebrecht, não é mais competitivo para as eleições presidenciais em 2018; questionado sobre o assunto em entrevista, FHC foi enfático: “se olhar as pesquisas”, Aécio não é um candidato competitivo; o ex-presidente, no entanto, teve cautela ao falar das chances do prefeito de São Paulo, João Doria, concorrer ao Planalto; “Doria não é o único [com chances]. Tem vários que são (competitivos). Acho tudo prematuro. Não por ser o Doria, que é prematuro obviamente porque ele tem um mês de governo, mas é outra coisa: não se sabe o que vai acontecer com o conjunto de políticos com a Lava-Jato. Quem fica em pé?”, afirmou
24 DE MARÇO DE 2017 ÀS 06:02  
 
247 – Questionado sobre a viabilidade da candidatura do senador Aécio Neves, o “Mineirinho” da lista da Odebrecht, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou categoricamente: “se olhar as pesquisas”, Aécio não é um nome competitivo para as eleições presidenciais de 2018.
Com isso, fica aberta a temporada para escolher o candidato tucano ao Planalto, mas FHC desconversou ao falar das chances de outros concorrentes, como prefeito de São Paulo, João Doria, cujo nome ganha cada vez mais força entre diferentes alas tucanas. 
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As informações são de reportagem de Sérgio Roxo e Sílvia Amorim em O Globo.
“Ele [João Doria] está começando e disse a mim, insistentemente, que o candidato dele é o Geraldo (Alckmin, governador de São Paulo). Doria não é o único. Tem vários que são (competitivos). Acho tudo prematuro. Não por ser o Doria, que é prematuro obviamente porque ele tem um mês de governo, mas é outra coisa: não se sabe o que vai acontecer com o conjunto de políticos com a Lava-Jato. Quem fica em pé?”, indagou.
FHC também disse que foi mal interpretado em sua declaração sobre o caixa dois eleitoral. 
“Não é que pegou mal, me entenderam mal. Eu disse aquilo de propósito porque estavam usando o Aécio (senador Aécio Neves) e não era verdade o que falavam dele (Benedicto Júnior, expresidente da Odebrecht Infraestrutura, teria dito que a empreiteira doou R$ 9 milhões via caixa 2 em 2014 a pedido de Aécio). Eu disse que tinha que separar os diferentes delitos. Uma coisa é dar um tiro, outra é dar uma surra. O toma-lá-dá-cá é que separa o caixa 2 puro da corrupção. Deixa a Justiça decidir. Não sou eu nem o Congresso.”

 


LIDERANÇA DO PT NA ALERJ  PROMOVE PRESTAÇÃO DE CONTAS DOS MANDATOS


 
            No dia 22 de março, foi iniciado o projeto “PT NA  RUA, A LUTA CONTINUA!”, promovido pela Liderança do PT na ALERJ, onde os mandatos do deputados  estaduais da Bancada do PT estarão prestando contas à população sobre sua atuação  parlamentar.
            O evento ocorre todas as quartas, no Largo da Carioca, sem frente à “Banquinha da Esquerda”, localizada em frente à Estação Carioca do Metrô. O primeiro mandato a realizar sua prestação de Contas foi o do Deputado Waldeck Carneiro, que ao falar à população sobre sua atuação parlamentar, fez também um relato sobre os prejuízos causados à população pelo governo golpista e o retrocesso que significa a reforma da Previdência.
            Os próximos eventos serão:
Dia 29 de março –  Deputado Gilberto Palmares.
Dia 05 de abril   –   Deputada  Zeidan  
Dia 12 de abril   –    Deputado André Ceciliano

LIDERANÇA DO PT NA ALERJ PROMOVE PALESTRA E DEBATE SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

 

         A Liderança do PT na ALERJ realizou no dia 13 de março uma palestra sobre a Reforma  da Previdência, com a presença do Sr. Carlos Frederico, professor do Instituto de Economia da UFRJ e vice-presidente da Associação dos Docentes da UFRJ.
            O coordenador da Liderança do PT, Aldir Pires, abriu o evento, falando o sobre o aumento da alícota previdenciária, de 11% para 14%, mais extra de 8%, lembrando que a bancada vai se debruçar sobre o tema e se pronunciar. Informou também que o governo do Estado está encaminhando  para a ALERJ a mensagem, e que, caso chegue essa semana, a Liderança fará outro debate na próxima segunda. Em seguida, passou a palavra para o professor Carlos Frederico.
            Frederico começou sua palestra falando sobre o conteúdo, as críticas feitas à reforma da Previdência do governo Temer e os impactos sobre a vida da população. “A primeira coisa é ver qual a motivação e a justificativa, atualmente temos aproximadamente 28 milhões de idosos no país, e em 1936 serão o dobro. Os idosos são os que mais gastam com saúde”, disse ele.
            O professor informou que vez várias projeções e  constatou que a idade mínima para aposentadoria tanto  aos 60 quanto aos  65 anos, os resultados são parecidos. Afirmou que tem que ser feitos reajustes na Previdência:  “Tem que se pensar em como o país vai estar daqui a 20 anos, a Constituição de 1988 até a o projeto de 2003 de Lula, pensou-se em como, o que eu vou querer daqui a 20 anos”, afirmou ele.
            Segundo Frederico, o problema dessa reforma é que está mudando a concepção de país. Há um desmonte do estado de bem estar social. Citou um estudo: “Qual, a melhora do Estado pela distribuição de renda ?”. O importante, segundo ele, são os programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família. Outros tipos de programas são neutros ou pioram a distribuição de renda.
            Afirmou também que essa reforma vai piorar a distribuição de renda, afeta o piso do salário mínimo, afeta a entrada do jovem no mercado de trabalho. O campo de esquerda não deve pensar o país sem o estado de bem estar.
            O professor afirmou ainda que essa reforma é cruel com as mulheres, é um absurdo aumentar em 10 anos a idade mínima de aposentadoria para as mulheres. Além do mais, há uma reforma trabalhista que vai aumentar a informalidade. Citou como exemplo o filme “Eu, Daniel Blake”, que fala sobre um idoso nos Estados Unidos e suas aventuras para sobreviver”.
            Para ele, o governo golpista vai criando estratégias para dificultar o acesso aos programas sociais, ao invés de acabar, o que na prática é uma forma de ir acabando aos poucos com os programas. Falou também do tempo de contribuição para a aposentadoria, que para receber integral, o usuário tem que contribuir por 49 anos.
             Segundo ele, vai ser difícil aprovar essa reforma a um ano das eleições. “O que eles querem fazer com as pensões é criminoso, um impacto no orçamento familiar muito grande, sem transição, porque o governo quer um impacto de curto prazo, é necessário esse impacto para o governo, se não a reforma não se sustenta até 2026”, afirmou ele.
            Lembrou que o governo Lula teve o mérito de igualar os benefícios do servidor público com o empregado do setor privado. “Essas reformas não planejam um país mais justo, mais igualitário para daqui a 20 anos”. Deu como exemplo a reforma da Previdência na Espanha, que foi devastada pela guerra e teve uma população jovem aniquilada, mesmo assim, valorizou as aposentadorias e pensões.
            Após a fala do professor Frederico, deu-se início aos debates, onde foi discutida a questão dos cortes nos benefícios e nas pensões, um retrato desse governo.  Falou-se sobre o déficit da previdência.
            Falou-se sobre a seletividade no corte dos benefícios, a diferença da pensão das viúvas e filhas do trabalhador comum e as dos juízes e parlamentares. . Foi citado também o auxílio educação de R$ 4.000 para os filhos dos juízes.
            “Querem um país de castas, castas que estão fora dos cortes dessa reforma”, “são um governo de criminosos”, são frases proferidas por alguns debatedores.
            Foi lembrado que não existe déficit e sim superávit, segundo a ANFIP – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita. Os presentes foram unânimes em afirmar que a reforma do governo golpista não tem a proposta de atingir os marajás que tem gratificações gigantescas.
            Foi discutido que em 2018, com um novo congresso e um governo popular, seria possível reverter esse quadro de estrago feito por esse mandato. “A única saída seria em 2018”, só um governo de exceção teria condições de fazer as reformas que estão sendo feitas. Nem mesmo o Aécio Neves faria esses cortes”, afirmou Frederico.
            AS reforma da Previd~encia é voltada para a economia de mercado. Por isso atacou, na Educação federal, cortando gastos das universidades. Na saúde, desmonta a saúde pública em benefício da privada.
            Concluiu-se que a PEC 95 é tão “draconiana” que obriga a reforma da Previdência ,  a trabalhista e ao corte de gastos como saúde e Educação, ou seja, é uma emenda chantagista.
            Aldir Pires, agradeceu a presença de todos, principalmente a do professor Frederico, afirmando que a economia vai ser o grande embate para 2018. O PT mobilizou seus economistas para instrumentalizar o presidente Lula na sua campanha rumo à presidência da república.

 


PESQUISAS MOSTRAM DISPARADA NA REJEIÇÃO AO GOVERNO GOLPISTA E NA INTENÇÃO DE VOTO EM LULA
 
                Segundo pesquisa realizada pela empresa de inteligência digital VETO, encomendada pelo site de notícias El País, no mês de fevereiro de 2017, 89% das manifestações realizadas no Facebook e no  Twitter, rejeitam o governo golpista de Michel Temer, independente do perfil político dos usuários.
            A empresa pesquisou um universo de 30 mil usuários das redes. Segundo a Veto, quando assumiu como interino, em maio de 2016, a imagem de Temer era positiva para 30% dos usuários. Agora, somente 11% promovem mensagens de apoio a Temer nas redes sociais.
            O monitoramento das postagens revela que para a maioria dos internautas, Michel Temer é corrupto e defensor  de corruptos e seu governo se esforça para impor obstáculos à Lava Jato. Os projetos de seus aliados no Congresso para minar as dez medidas contra a corrupção;  a  indicação de Moreira Franco para ser ministro às vésperas das delações da Odebrecht, garantindo foro privilegiado; as nomeações de ministros investigados na Lava-jato;  a reforma da previdência;  o desmonte de projetos sociais  e os ataques aos direitos dos trabalhadores  são citados nas postagens como exemplo de ações que aumentam a desconfiança e a rejeição da população.
            Apesar dos esforços dos meios de comunicação, capitaneados pela Rede Globo, revistas Veja, Isto É, jornais como O Globo, Folha de São Paulo, Estadão,  entre outros,  que apoiaram o golpe e o vem fazendo até hoje, a rejeição a Temer e ao governo ilegítimo vem aumentando a olhos vistos. Pesquisa Datafolha realizada em dezembro de 2016, já mostrava que 51% da população consideravam o governo ruim ou péssimo.
            Segundo pesquisa CNT/MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes,  realizada  entre os dia 8 e 11 de fevereiro em 138 municípios de 25 unidades federativas, onde foram feitas 2002 entrevistas; o  desempenho pessoal de Michel Temer na presidência da República é rejeitado por 62,4% dos brasileiros. Na última edição, de outubro de 2016, o percentual era de 51,4%. 
            Quando a pergunta era sobre como está indo o governo Temer, 1,2% dos entrevistados respondeu  que a administração federal  é “ótima”.  Em outubro de 2016, o percentual era de 2,1%. Há 9,1% que acham o governo “bom”, 38,9% o consideram regular. 17,6% responderam que o governo é “ruim” e 26,5% o classificam como “péssimo”.
            Enquanto a popularidade do presidente golpista e seu governo ilegítimo  despencam em todas as pesquisas, a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumenta na mesma proporção. Lula lidera em todos os cenários para eleições presidenciais em 2018, inclusive nas simulações de segundo turno. Na pesquisa CNT/MDA, por exemplo, as intenções de voto espontâneas em Lula subiram de 11,4% para 16,6%.
 
            Foram realizadas seis simulações de segundo turno. Lula passou a liderar nos três cenários em que é testado. Em outubro, ele vencia apenas em uma simulação contra Michel Temer. No levantamento atual, Lula venceria Aécio por 39,7% a 27,5%, derrotaria Marina por 38,9% a 27,4% e bateria Temer por

REPROVAÇÃO A TEMER CHEGA A 70% E AVALIAÇÃO DE DILMA MELHORA

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O índice de reprovação ao presidente interino Michel Temer atingiu 70 % em junho, elevação de três pontos percentuais ante o mês anterior. A aprovação a Temer ficou em 19% em junho, alta de três pontos percentuais em relação a maio, mas abaixo do índice de abril, quando a popularidade de Temer atingiu 24%. O levantamento foi realizado pelo Instituto Ipsos Public Affairs, entre 2 e 13 de junho, com 1.200 entrevistas presenciais em 72 municípios, nas cinco regiões brasileiras. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A reprovação à presidente Dilma Rousseff depois de seu afastamento, teve queda de cinco pontos percentuais ante maio e de nove pontos percentuais em relação a abril. A aprovação ao nome de Dilma teve alta de cinco pontos.
A parcela dos que acreditam que o governo é regular subiu a 29% ante 21 % em maio e a dos que vêem a gestão como boa recuou a 6% ante 9% no mês anterior. O percentual dos que não sabem opinar obteve algta, saltando apenas 2% em maio para 22% em junho.
Mesmo após o afastamento, ainda é grande a insatisfação em relação ao país. Nove em cada dez brasileiros ainda vêem o Brasil no rumo errado em junho, dado que variou pouco em relação aos meses anteriores.
Escândalos de corrupção, quedas de ministros e o fato do governo interino não ter sido eleito são apontados como fatores para a baixa popularidade de Temer. É o que afirma o diretor da Ipsos, Danilo Cersosimo. Segundo ele, por não ter passado por eleições, Temer não teve um conjunto de medidas apresentado e aprovado pela população.
Já o cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, explica que, até o ano passado, Temer era um grande desconhecido e as avaliações sobre ele eram mais dúvidas com viés positivo ou negativo. A partir do começo de seu governo, com um gabinete criticado pela falta de mulheres, a saída de três ministros, supostas ameaças à continuidade da Lava-Jato e vários recuos, muitas das interrogações se tornaram visões críticas. Para o professor, dois pontos pesam nessa definição: os casos de corrupção e a falta de respostas imediatas para os problemas políticos e econômicos.
 
Além de indicar a desaprovação do golpista Temer e de seu governo ilegítimo, o levantamento também mostra pessimismo quanto ao futuro do país. Para 89% dos entrevistados, o Brasil está no rumo errado. 

 

 


 

PESQUISA CNT/MDA MOSTRA  LULA NA FRENTE
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            Pesquisa do Instituto MDA de intenção de votos para as eleições de  2018, divulgada nesta quarta-feira, 8 de junho, pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro lugar, com 22% das intenções de votos.
             Realizada entre os dias 2 e 5 de julho, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 estados, com 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, trouxe dois cenários estimulados para a disputa presidencial no primeiro turno, em que os candidatos são apresentados aos entrevistados. Lula vence as duas disputas.
            Na primeira, em que o candidato tucano é Aécio Neves,  Lula lidera com 22%  das intenções de voto, seguido por Aécio Neves , com 15,9%; Marina Silva, com 14,8%; Ciro Gomes, com 6%; Jair Bolsonaro, com 5,8% e Michel Temer, com 5,4%. Os votos brancos e nulos somam 21,1%  e 8,9% são indecisos.
            No segundo cenário, Aécio Neves é substituído por Geraldo Alckmin. Nesse quadro, Lula lidera com 22,3% das intenções de voto; Marina Silva tem 16,6%; Alckmin tem 9,6%; Ciro Gomes, 6,3; Michel Temer, 6,2%; e Jair Bolsonaro, 6,2%. Os votos brancos e nulos somam 24% e 8,8% se declararam indecisos.
            O governo Temer é aprovado por apenas 11,3% dos entrevistados e seu desempenho pessoal é reprovado por 40,4%, enquanto 33,8% o aprovam, mostrou a pesquisa. A aprovação do governo Temer é muito semelhante à da presidente Dilma na última pesquisa CNT/MDA, de 24 de fevereiro deste ano. Na época, a gestão da presidenta Dilma era aprovada por 11,4% dos consultados.
            Segundo a pesquisa, 37,3% dos entrevistados atribuem o processo de impeachment à tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato; e 33,2% consideram que as pedaladas fiscais foram a causa do afastamento. A maioria dos entrevistados (50,3%) é favorável à antecipação das eleições presidenciais, marcadas para 2018, enquanto 46,1% são contra a proposta.
            De acordo com Paulo Nogueira, do DCM, a mídia está tentando mitigar o efeito explosivo da rejeição ao governo golpista, comparando-o com o de Dilma nos últimos dias antes do impeachment, sem levar em consideração que a presidenta Dilma vinha sob frenético bombardeio da mídia, além das ações espetaculares e seletivas da Lava Jato. “Só por um milagre ela teria bons índices nas pesquisas, dadas as circunstâncias”. Segundo ele, Temer “conseguiu liquidar a lua de mel antes mesmo de começá-la. Ele não tem a mínima condição de governar o Brasil. Não há mídia capaz de mudar este fato básico. Temer é uma desgraça, e é assim que os brasileiros o enxergam quando as elites imaginavam que ele seria visto como uma solução. O  golpe micou”.



 

O BRASIL  CONTRA A CULTURA DO ESTUPRO E DA IMPUNIDADE

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     O estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro e a divulgação do vídeo do crime em redes sociais colocou em evidência o debate público sobre cultura do estupro, o mecanismo de aceitação e replicação de conceitos que normalizam o estupro com base em construções sociais sobre gênero e sexualidade.
                A cultura do estupro só é possível em um contexto em que haja profunda desigualdade de gênero. Para que ela exista, é preciso que haja uma constante desumanização da mulher e desvalorização de seu corpo. O reconhecimento de uma cultura que banaliza o estupro, considerado um ato de extrema violência, é negado com freqüência. Mas a cultura do estupro é um fenômeno identificado por sociólogos, antropólogos e ativistas e reconhecido pelas mulheres para quem a ameaça aparece como um medo recorrente. Como categoria sociológica, essa cultura serve para explicar como é possível que, diante de um crime tão hediondo, a reação mais comum seja duvidar da denúncia ou colocar a culpa na vítima.
                A cultura do estupro é uma construção que envolve crenças e normas de comportamento, estabelecidas a partir de valores específicos, que acabam banalizando, legitimando e tolerando a violência sexual contra a mulher. Segundo Silvana Nascimento, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, “A mulher é desumanizada – não é sequer um objeto, é quase como se elas não fossem humanas. E se não forem humanas, são passíveis de estupro, assassinato. Tira-se o direito da mulher sobre o corpo dela e ele se torna da família, do homem, da igreja e da lei, mas nunca dela mesma.”
                O termo “Cultura do estupro” foi usado pela primeira vez nos anos 1970, por ativistas da segunda onda do feminismo, como uma maneira de tentar explicar porque o estupro era um crime tão comum, ao contrário do que se imaginava. A cultura do estupro estimula a crença de que, se a mulher é estuprada, de alguma maneira a culpa foi dela. Se não é possível encontrar razões dentro dessa lista de condutas para culpá-la, então assume-se que o agressor tem algum tipo de patologia – “um monstro”.
                No entanto, a noção de que apenas “monstros”, portadores de uma patologia, sejam capazes de cometer um estupro não explica a imensa prevalência deste crime no mundo. No Brasil, de acordo com o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, todos os anos 50 mil pessoas são estupradas. Acredita-se, contudo, que o número seja cerca de dez vezes maior. O estupro é um dos crimes mais subnotificados que existem e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que os dados oficiais representem apenas 10% dos casos ocorridos. Ou seja, o verdadeiro número de pessoas estupradas todos os anos no Brasil é mais de meio milhão.
                Os casos  registrados são baixos porque existe um comportamento persistente que cerca o estupro: O silêncio. Vítimas não denunciam seus agressores, policiais não investigam as acusações, famílias ignoram os pedidos de ajuda, instituições não entregam seus criminosos – esses mecanismos invisíveis fazem com que 90%  da violência sexual jamais seja conhecida por ninguém. E isso, sim, é um crime ainda maior do que a soma de cada caso.
                O estupro, apesar de ser reconhecido como um dos crimes mais cruéis, é o único crime no qual a vítima é julgada junto com o criminoso. Por esse motivo, pelo medo da desconfiança, do julgamento de toda a sociedade e de retaliações, muitas mulheres preferem nem fazer a queixa para não serem perseguidas pelos seus agressores.
                Para Arielle Sagrillo Scarpati, doutoranda em psicologia forense na Universidade de Kent, na Inglaterra, não existe o grande monstro estuprador. Na maioria dos casos de violência sexual, os perpetradores são considerados “homens normais”, que não acham que cometeram um ato violento. “A maioria das pessoas acha que o estupro envolve o monstro, o beco escuro, a mulher jogada no chão ensangüentada. Por isso, em muitos dos casos, a própria vítima não reconhece o que sofreu como violência.”
 
                Segundo a pesquisadora, uma cultura machista também dificulta o acolhimento da vítima, que é submetida a outra forma de violência: é desacreditada durante todo o processo. Esse tipo de estratégia (de falar do comportamento da vítima) é muito eficaz. É por isso que se continua utilizando até hoje, no Brasil e em outros países. “Uma série de casos que foram para a justiça e tiveram exatamente esse argumento: ela bebeu, ela provocou, ela não gritou, não reagiu. Para fechar com chave de ouro, o agressor é absolvido”, acrescentou Arielle. 

 

 


 

GRAVAÇÃO COM JUCÁ REVELA QUE IMPEACHMENT FOI PACTO PARA DETER A LAVA JATO
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Em diálogos gravados em março, semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o ministro do planejamento interino, Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, Sérgio Machado, que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela operação Lava Jato, que investiga os dois; “Se é político, como é a política ? Tem que resolver essa porra, tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá.
As conversas somam 1h15 min e estão em poder da Procuradoria Geral da República (PGR). Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sérgio Moro, em Curitiba (PR).
Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: “O Janot está a fim de pegar vocês; E acha que eu sou o caminho. Ele acha que eu sou o caixa de vocês”. Na visão de Machado, o envio de seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação que incriminasse líderes do PMDB.
Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Como montar uma estrutura para evitar que eu desça ? Se eu descer …”
Jucá acrescentou que um eventual governo Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”, Machado disse: aí parava tudo”. “Delimitava onde está e pronto “, respondeu Jucá, a respeito das investigações. O senador relatou ainda que havia mantido conversas com ministros do Supremo, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado , eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem: Ó, só tem condições de (inaudível) sem ela. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca. Entendeu ? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo. Os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST. Não sei o quê, para não perturbar”.
E Machado diz: “Eu acho o seguinte, a saída para Dilma é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito”.
As declarações do agora ex-ministro do planejamento, divulgadas nesta segunda-feira, (23), pela manhã, causaram sua demissão no início da tarde. A presidenta eleita, Dilma Rousseff, comentou as gravações e a situação do governo interino de Michel Temer, do PMDB e partidos aliados, durante a abertura do IV Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Fetraf), em Brasília (DF).
 
 “Agora mais do que nunca está claro o caráter verdadeiramente golpista deste processo de impeachment. As gravações que nós vimos hoje, a transcrição que mostra o ministro interino do Planejamento , Romero Jucá, defendendo o meu afastamento como parte fundamental de um pacto nacional que tinha como objetivo interromper as investigações da Lava-Jato, deixam evidente o caráter golpista e conspiratório que caracteriza esse processo”, destacou Dilma.

 

 


 

A LUTA CONTINUA

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As manifestações de repúdio ao governo interino de Michel Temer marcaram os primeiros dias após a votação do Senado que determinou o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro tiveram os maiores atos.
No Rio de Janeiro, por exemplo, na Cinelândia, protestos ocorreram no dia 13, sexta-feira, pela ausência de mulheres no ministério Temer, um dos fatores que mais evidencia o golpe contra a população. No dia seguinte, também na Cinelândia, ato da Frente Povo Sem Medo levou milhares de pessoas ao ato de resistência contra o governo golpista.
Em São Paulo, milhares de manifestantes marcharam contra o presidente interino. Eles se reuniram na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, por das 14 h. e às 15:20, saíram em caminhada até a Pra;a Roosevelt, no centro da capital paulista, onde chegaram por volta das 17 h. Chegando l[a, os manifestantes decidiram em assembléia voltar até a sede da Fiesp, na Av. Paulista, onde ocorreram mais protestos. O ato, marcado pela presença feminina, teve, além de manifestações contra o golpe, cartazes e protestos contra a falta de representatividade feminina no ministério imposto pelo presidente interino.
Em Brasília (DF), A Frente das Trabalhadoras e Trabalhadores do Serviço Público em Defesa da Democracia promoveu um encontro na tarde de domingo (15), onde foram discutidas ações de oposição ao governo interino.
Em Belo Horizonte (MG), milhares de manifestantes ligados a diversos movimentos sociais como a Frente Brasil Popular, CUT, e MST fizeram, no domingo (dia 15) ato pedindo o impeachment do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), na Praça da Liberdade. Também estiveram presentes entidades estudantis e parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e do PC do B. Ainda no dia 15, à noite, artistas ocuparam a sede da Funarte-MG, em Belo Horizonte, iniciando um ato na sede da instituição vinculada ao Ministério da Cultura (Minc), pasta que foi extinta em menos de 12 horas do Governo Temer.
Após a notícia da extinção do MinC, representantes da classe artística e da produção cultural de todo o Brasil iniciaram, ao longo do fim de semana, uma série de ocupações em prédios e equipamentos vinculados ao ministério, em diferentes pontos do país. No sábado, a sede do Ipfhan, em Curitiba, recebeu a primeira grande ocupação, reunindo mais de mil pessoas.
Na manhã de 2ª feira, 16 de maio, um grupo ocupou o Palácio Gustavo Capanema, que é a sede da Funarte no Rio de Janeiro, além de representação regional do Ministério e sede do Iphan RJ.Ao longo da manhã, representantes de movimentos como Teatro Pela Democracia, Circo pela Democracia, Reage Artista, Ocupa Lapa, entre outros, se reuniram para a elaboração de um manifesto que protesta contra a extinção do Minc e contra a posse do presidente interino Michel Temer. Aos gritos de “Fora Temer” e “O Minc é nosso”, os artistas e produtores do movimento cobram o restabelecimento do Ministério da Cultura.

 

 


 

PRESIDENTA ANUNCIA MELHORIAS NO BOLSA FAMÍLIA, MINHA CASA MINHA VIDA E NO IMPOSTO DE RENDA NO DIA DO TRABALHADOR

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A presidenta Dilma Rousseff participou, no dia 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, das comemorações do Dia do Trabalhador, realizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde discursou para milhares de pessoas, anunciando um pacote de reajustes de programas sociais e direitos trabalhistas. Entre as principais novidades estão o reajuste no valor do Bolsa Família, e a correção na tabela do Imposto de Renda.
Dilma definiu a correção do Bolsa Família como “Continuidade no ciclo de aperfeiçoamento e valorização” do programa. Com a correção, o benefício médio pago a 13,8 milhões de famílias poderá alcançar R$ 176 mensais, 9% a mais que o recebido em abril. A medida passa por um decreto da presidenta autorizando reajuste de 6,5% na linha de extrema pobreza do país, hoje fixada em R$ 77 mensais. Este aumento na linha, instituída pelo Plano Brasil Sem Miséria, garante a complementação. O mesmo percentual será aplicado à linha de pobreza, que estabelece o limite de renda de acesso ao benefício do Bolsa Família. Com isso, poderão ter acesso ao benefício famílias com renda de até R$ 164 mensais por pessoa.
Com o reajuste, de janeiro de 2011 a junho de 2016, o benefício médio do Bolsa Família acumulará aumento de 29% acima da inflação. A dotação do Bolsa Família para este ano é de $ 28,1 bilhões, integralmente preservada na programação financeira do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Comentando notícias veiculadas na imprensa, a presidenta citou a intenção dos adversários de reduzir o pagamento do Bolsa Família apenas para os 5% mais pobres, o que deixaria 36 milhões de pessoas de fora do programa.”Não estamos paralizados. Eles querem pagar Bolsa Família para apenas 5% dos mais pobres do país, o que dá dez milhões de pessoas. Hoje alcançamos 46 milhões de pessoas com o benefício. Nós estamos autorizando o reajuste que vai resultar em um aumento médio de 9% para as famílias”, afirmou Dilma.
Dilma Rousseff anunciou também correção de 5% da tabela do Imposto de Renda para pessoas físicas para o próximo ano; a contratação de, no mínimo, 25 mil moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida; a extensão da licença-paternidade de cinco para 20 dias aos funcionários públicos federais; a criação do Conselho Nacional do Trabalho, com representação dos trabalhadores , empresários e governo e a criação do Plano Safra da agricultura familiar para garantir recursos tanto para o programa de aquisição de alimentos como para assistência técnica.
 
 Dilma afirmou que os que estão a favor do impeachment vão piorar a situação econômica do país e ferir a Constituição. “Eles vão aprofundar a crise e rasgar a Constituição, eu vou resistir. O meu mandato é um mandato que me foi dado por 54 milhões de pessoas que acreditavam num projeto. Esse projeto que querem impor ao Brasil não foi o projeto vitorioso nas urnas em 2014. Se querem esse projeto, que vão às urnas em 2018 e coloquem ao crivo do povo brasileiro”. Afirmou Dilma.

 


PRESIDENTA DILMA ABRE ENCONTRO MUNDIAL NA SEDE DA ONU

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A presidenta Dilma Rousseff  participou no dia 22 de abril, em Nova York, nos Estados Unidos, de cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, novo pacto global sobre o clima, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). O acordo, que entrará em vigor em 2020, foi aprovado em dezembro de 2015 durante plenária da 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21),em Paris, França, e contou com decisiva participação brasileira. O texto prevê limitar o crescimento da emissão de gases de efeito estufa e a criação de um fundo global de US$100 bilhões, financiado pelos países ricos, Para frear o aquecimento global.
Em seu discurso, que durou cerca de 10 minutos, Dilma reafirmou o compromisso do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas, enfatizando a necessidade urgente de promover o desenvolvimento sustentável. A presidenta também assumiu o compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia e ampliar para 45% a participação de fontes renováveis na matriz energética do Brasil até 2030.
“Meu governo traçou metas ambiciosas e ousadas porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos recaem fortemente sobre as populações vulneráveis de nosso país. Essa preocupação deve ser compartilhada por todos nós. Nosso desafio é restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas  e outros 15  milhões de hectares de pastagens degradadas. Promoveremos também a integração de cinco milhões de hectares na relação lavoura-pecuária e florestas”, afirmou ela.
A presidenta encerrou seu discurso, falando sobre o momento político brasileiro: “Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso. Sou grata a todos os líderes que já expressaram sua solidariedade”, encerrou Dilma.
 
            Mais tarde, Dilma concedeu uma entrevista a jornalistas estrangeiros e brasileiros na sede da ONU. Na conversa, que durou mais de uma hora, A presidenta se disse intrigada com relação ao medo de seus opositores quando ela afirma que há um golpe em curso no Brasil por conta do processo de impeachment, “Essa precipitação mostra o quanto temem serem tachados de golpistas. Sabe por que temem? Porque são. É um processo absolutamente infundado. Pergunto a vocês: Quem assumirá os destinos do país ? Pessoas legítimas? Pessoas que têm na sua trajetória  – eu não quero julgar ninguém antes, mas estou dizendo um fato – têm acusação de lavagem de dinheiro, conta no exterior, processo de corrupção ? Eu quero dizer o seguinte: não tem contra mim nenhuma acusação de corrupção.”, afirmou. 

 


CONHEÇA A NOVA RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO 
NACIONAL DO PT

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Reunião do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores , na sede do PT Nacional. Foto: Paulo Pinto/Agencia PT 

 

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido em São Paulo, nesta terça-feira (19), aprovou uma nova Resolução Política em que avalia a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff como golpe contra a Constituição.
Além disso, o documento reforça a necessidade de uma reforma política e da democratização dos meios de comunicação.
“O Partido dos Trabalhadores jogará todas as suas energias, em conjunto com os demais agrupamentos e movimentos democráticos, estimulando os Comitês pela Democracia e contra o Golpe. Em cada cidade e Estado, em cada local de trabalho e estudo, vamos nos mobilizar para deter a aventura golpista e defender a legalidade, exigindo que o Senado respeite a Constituição”.
Leia a Resolução:
“Reunido no dia 19 de abril de 2016, em São Paulo, o Diretório Nacional do PT aprovou a seguinte resolução política:
A admissão do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados representa um golpe contra a Constituição. Viola a legalidade democrática e abre caminho para o surgimento de um governo ilegítimo. Escancara, também, o caráter conservador, fundamentalista e fisiológico da maioria parlamentar eleita pelo peso do poder econômico e de negociatas impublicáveis.
As forças provisoriamente vitoriosas expressam coalizão antipopular e reacionária. Forjada no atropelo à soberania das urnas, aglutina-se ao redor de um programa para restauração conservadora, marcado por ataques às conquistas dos trabalhadores, cortes nos programas sociais, privatização da Petrobras, achatamento dos salários, entrega das riquezas nacionais, retrocesso nos direitos civis e repressão aos movimentos sociais. O programa neoliberal difundido pela cúpula do PMDB, “Uma Ponte para o Futuro”, estampa com nitidez várias destas propostas.
A coalizão golpista é dirigida pelos chefões da corrupção — trabalhados por setores incrustados nas instituições do Estado, no Judiciário e na Polícia Federal –, da mídia monopolizada e da plutocracia, como deixou clara a votação do último domingo. Presidida por Eduardo Cunha — réu em graves crimes de suborno, lavagem de dinheiro e recebimento de propina — a Câmara dos Deputados foi palco de um espetáculo vexaminoso, ridicularizado inclusive pela imprensa internacional. O Diretório Nacional reitera a orientação da nossa Bancada para prosseguir na luta pelo afastamento imediato do presidente da Câmara dos Deputados.
O circo de horrores exibido no domingo reforça a necessidade de uma reforma política e da democratização dos meios de comunicação.
Subjugada por pressões e traições patrocinadas por grupos políticos e empresariais dispostos a recuperar o comando do Estado a qualquer custo, a maioria parlamentar tenta surrupiar o mandato popular da companheira Dilma Rousseff para entregá-lo a um receptador sem voto. Uma presidenta eleita por mais de 54 milhões de votos, que não cometeu qualquer crime e contra a qual não pesa nenhuma acusação de corrupção. O Partido dos Trabalhadores manifesta irrestrita solidariedade à companheira Dilma Rousseff, contra as mais diferentes formas de violência que vem sofrendo.
O Partido dos Trabalhadores saúda todos e todas parlamentares e governadores que se mantiveram firmes contra a farsa e o arbítrio. Cumprimenta também o presidente, dirigentes e os/as parlamentares do PDT por sua postura digna e combativa. E expressa seu reconhecimento aos/as deputados/as que tiveram a valentia de afrontar o pacto de seus próprios partidos diante da conspiração comandada pelo vice traidor Michel Temer e seus sequazes.
Apesar de minoritária na Câmara, a resistência antigolpista cresceu formidavelmente nas últimas semanas, retirando o governo da situação de defensiva e cerco em que antes se encontrava. E a resistência ampliou-se qualitativamente, com a firme participação de jovens, intelectuais, juristas, artistas e dos mais diversos setores da sociedade e dos movimentos populares.
O Partido dos Trabalhadores congratula-se com os homens e mulheres que participam da campanha democrática, muitos dos quais com críticas à administração federal, destacando o papel organizador e unitário da Frente Brasil Popular, aliada à Frente Povo sem Medo, que participam da luta democrática e que avaliam novas formas de luta popular.
Também reconhecemos a vitalidade dos movimentos sociais, a abnegação e a combatividade de nosso aliado histórico, o Partido Comunista do Brasil.
Prestamos igualmente nosso respeito, entre outras agremiações, ao Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e ao Partido da Causa Operária (PCO), que têm sido oposição aos governos liderados pelo PT, mas ocupam lugar de vanguarda na defesa da democracia.
Fazendo autocrítica na prática, o Partido dos Trabalhadores tem reaprendido, nesta jornada, antiga lição que remete à fundação de nosso partido: o principal instrumento político da esquerda é a mobilização social, pela qual a classe trabalhadora toma em suas mãos a direção da sociedade e do Estado.
Perdemos apenas a primeira batalha de um processo que somente estará finalizado quando as forças populares e democráticas tiverem derrotado o golpismo. Conclamamos, assim, à continuidade imediata das manifestações e protestos contra o impeachment, sob coordenação da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo, dessa feita com o objetivo de pressionar o Senado a bloquear o julgamento fraudulento autorizado pela Câmara dos Deputados.
Um evento simbólico e incentivador nessa direção pode ser a realização de jornadas de luta em todo o País, culminando com um 1º. de Maio unitário de repúdio ao golpe, defesa da democracia e de bandeiras da classe trabalhadora.
O Partido dos Trabalhadores recomenda à presidenta Dilma Rousseff que proceda imediatamente à reorganização de seu ministério, integrando-o com personalidades de relevo e representantes de agrupamentos claramente comprometidos com a luta antigolpista, além de incorporar novos representantes da resistência democrática.
Também indicamos que o governo reconstituído deve dar efetividade aos projetos do Minha Casa Minha Vida, das iniciativas a favor da reforma agrária, bem como de medidas destinadas à recuperação do crescimento econômico, do emprego e da renda dos trabalhadores.
O Partido dos Trabalhadores jogará todas as suas energias, em conjunto com os demais agrupamentos e movimentos democráticos, estimulando os Comitês pela Democracia e contra o Golpe. Em cada cidade e Estado, em cada local de trabalho e estudo, vamos nos mobilizar para deter a aventura golpista e defender a legalidade, exigindo que o Senado respeite a Constituição.
Se a oposição de direita insistir na rota golpista, reafirmamos que não haverá trégua nem respeito frente a um governo ilegítimo e ilegal.
São Paulo, 19 de abril de 2016.
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.”
Da Redação da Agência PT de Notícias

 

 


 

PESQUISA DATAFOLHA MOSTRA LIDERANÇA DE LULA, QUEDA DE TUCANOS E DO APOIO AO IMPEACHMENT

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Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na noite do dia 9 de abril, sábado, mostra que o ex-presidente Lula subiu em todas as projeções para as eleições presidenciais de 2018. Lula lidera todos os cenários.  A mesma pesquisa indica crescimento das pessoas que estão contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, e uma queda das que estão a favor.
Entre as opções do PSDB, do senador Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmin e o também senador José Serra, todas tem demonstrado  tendência de queda nas intenções de voto. Em uma comparação com a pesquisa anterior, de março , a intenção de voto em Lula cresceu em três cenários, enquanto Marina se manteve estável em todas as simulações.
Entre meados de dezembro e agora, Aécio perdeu dez pontos percentuais em intenções de voto. Já Geraldo Alckmin, em um cenário alternativo, encolheu cinco pontos no mesmo período.
Lula também cresceu em outra pesquisa. Quando questionados sobre qual foi o melhor presidente da história, 40% responderam que foi Lula, um crescimento de 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa feita em março. Fernando Henrique Cardoso aparece em segundo lugar, com 14% .
Mesmo com os ataques diários sofridos na mídia, o governo da presidenta Dilma teve uma melhora de sua popularidade. As pessoas que avaliam seu governo como ótimo/bom tiveram um aumento de 3% em relação à última pesquisa. Já as que avaliam seu governo como ruim/péssimo, tiveram uma queda de 6 pontos percentuais.
Foram ouvidas 2.779 pessoas em 170 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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